Imagine por um momento que não dependesse de ninguém.
Que não dependesse da moça que limpa o teu quarto, ou o teu corredor.
Se não dependesse daquele homem uniformizado na esquina da tua casa, conferindo uma segurança social por quem passa por ali.
Pense no dia em que não fosse necessário pilotos, motoritas, cobradores de ônibus, taxistas.
Imagine quando pudermos falarmos o que quisermos, sem sermos repreendidos pelas nossas ideias.
Seria mágico o dia em que todos não dependessem de outrém para aprenderem o que é certo e errado. Aprender que o amor é a chave pra quase tudo e que a amizade é a porta pra quase todas as portas da vida.
Aprender sozinho que amigos são as coisas mais importantes que temos.
Se não dependessemos de ninguém pra nos locomovermos daqui pra lá. De Porto Alegre até Salvador. De Santa Maria até Londres.
Onde quero chegar com tudo isso?
Mostrar a minha indignação em, infelizmente, aceitar que não dependo apenas de mim para ir lá e dar uma continuação mais emocionante ao que ando escrevendo aqui. Indignação em depender da mãe, do pai, da companhia área, da polícia federal.
Gostaria de simplesmente desejar estar lá. E num segundo momento, estar.
Estar ao teu lado e não contentar-se com isso.
Reformulando: imagine por um momento que dependesse somente de você e dele.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Assinar:
Postar comentários (Atom)


Nenhum comentário:
Postar um comentário